Pessoal & Directo & Digital: Joana Duarte

Joana Duarte - Data Partnership Manager na VIP Response

Joana Duarte, Data Partnership Manager na VIP Response

Biografia

Especialista em marketing de performance e análise de dados, e o seu percurso começou na Jerónimo Martins, em Portugal, onde deu os primeiros passos no marketing enquanto tirava a licenciatura em Marketing e Publicidade.

Depois decidiu arriscar lá fora e foi parar aos Países Baixos, onde trabalha na VIP Response. Ai cuida do mercado português e brasileiro - o seu dia a dia passa por criar parcerias e desenvolver estratégias que fazem a ponte entre marcas e as pessoas certas.

Entretanto fez um mestrado em Data Science, que lhe deu ferramentas para ir muito além das métricas básicas. Já trabalhou em vários contextos internacionais, desde criar campanhas de marketing do zero até mergulhar nos números para perceber o que realmente funciona. Gosta de transformar dados em decisões práticas que melhoram os resultados das campanhas em que está envolvida.

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1. Qual foi a sua motivação para trabalhar na área?

Sempre me fascinou perceber porquê é que as pessoas fazem o que fazem. E o marketing digital tem essa combinação perfeita: é estratégia, é criatividade, mas também é muito baseado em dados. Gosto de poder testar ideias, ver resultados quase imediatos e ajustar. É uma área onde aprendemos todos os dias e onde conseguimos ver o impacto do nosso trabalho de forma bastante concreta.

2. Qual considera ser o maior desafio actual para o marketing directo e digital?

É claramente o equilíbrio entre ser relevante sem ser invasivo. Todos queremos comunicações personalizadas, que façam sentido para nós, mas ninguém quer sentir que está a ser vigiado ou que os seus dados andam por aí sem controlo. O desafio é fazer um marketing que seja eficaz mas também ético e transparente. E isso não é fácil, mas é o caminho certo.

3. Qual foi o projecto/campanha em que participou de que mais se orgulha?

Há uma campanha que me marcou mesmo: tínhamos de melhorar a qualidade dos leads, não só aumentar o número. Sabe como é, não vale de muito ter mil contactos se depois ninguém converte. Sentámo-nos com a equipa de vendas, falámos a sério sobre o que estava e não estava a funcionar, e redesenhámos tudo, desde a segmentação até às fontes de tráfego. No fim, conseguimos leads bem melhores, com taxas de conversão muito superiores. O que mais me orgulha não são só os números, mas perceber que quando trabalhamos bem em equipa e ouvimos quem está no terreno, os resultados aparecem naturalmente.

4. De que forma a tecnologia tem transformado a sua função/trabalho?

Mudou tudo, para ser honesta. Hoje temos acesso a dados em tempo real, podemos automatizar processos que antes eram manuais e demorados, e conseguimos testar coisas muito mais rapidamente. Mas isso também significa que temos de ser mais criteriosos, há tanta informação disponível que o truque está em saber o que realmente importa e como usar isso a nosso favor.

5. Que tendência em marketing lhe parece mais promissora nos próximos anos?

Acredito profundamente no poder do marketing conversacional e da personalização em tempo real. As marcas que conseguirem criar diálogos autênticos, relevantes e oportunos com os seus públicos vão destacar-se num mercado cada vez mais saturado. A inteligência artificial, os chatbots e as plataformas de automação estão a abrir caminho para experiências mais fluidas, mais humanas e mais memoráveis. No fundo, trata-se de voltar ao essencial: ouvir, compreender e responder com empatia.

6. Qual a competência mais importante que um profissional de marketing deve desenvolver para o futuro?

Diria que é saber adaptar-se. Esta área muda constantemente e quem não consegue acompanhar fica para trás. É preciso ter curiosidade, estar disposta a aprender sempre e, acima de tudo, questionar. Não aceitar as coisas "porque sempre se fez assim". E junto a isso a capacidade de olhar para os dados com espírito crítico, nem tudo o que brilha é ouro.

7. Que aplicação ou software é indispensável no seu dia-a-dia (pessoal ou profissional)?

Honestamente? Excel continua a ser rei. Depois temos as ferramentas de analytics, claro, e alguma aplicação para gerir tarefas e não me perder no meio de tudo. Nada de muito exótico, mas são essas ferramentas básicas, bem usadas, que me ajudam a manter as coisas organizadas e a focar no que realmente interessa.

8. Que livro marcou a sua forma de ver o marketing (ou a vida)?

Sem dúvida, o Thinking, Fast and Slow do Kahneman. Aquilo mudou completamente a forma como olho para as decisões das pessoas. Percebemos que muitas vezes agimos por impulso, emoção ou até por vieses que nem nos apercebemos. E isso é ouro para quem trabalha em marketing, lembra-nos que não estamos só a lidar com dados ou métricas, mas com pessoas reais, com as suas manias, receios e motivações.

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